A guerra no Iémen, que dura há sete anos, vai causar mais de 377.000 mortos até ao final do ano, vítimas diretas ou indiretas do conflito, indica um relatório da ONU divulgado nesta terça-feira.
Quase 60% das mortes, o que equivale a cerca de 227.000 pessoas, deve-se às consequências indiretas do conflito, tais como falta de água potável, fome e doenças, segundo o documento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Isso significa, de acordo com as estimativas, que os combates farão mais 150.000 mortos até ao fim do ano.
O conflito opõe os rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão, às forças do governo iemenita, apoiadas desde 2015 por uma coligação militar liderada pela Arábia Saudita.
Sete anos de guerra tiveram “efeitos catastróficos no desenvolvimento do país”, segundo o PNUD, que acrescenta que “o acesso aos cuidados de saúde é limitado ou inexistente” e que “a economia está à beira do colapso”.
A maioria das vítimas indiretas são “crianças particularmente vulneráveis à desnutrição e subnutrição”, indica o relatório.
A ONU já tinha recordado que o nível de desenvolvimento do Iémen, o país mais pobre do Golfo Pérsico, recuara duas décadas por causa da guerra.
Segundo o PNUD, “1,3 milhões de pessoas” estão ameaçadas de morte se não for concluído um acordo de paz até 2030.
A escalada dos combates, incluindo as batalhas com tanques e blindados e os bombardeamentos regulares por aviões e drone destruiu em algumas zonas mesmo as infraestruturas mais básicas, prossegue o relatório.
Milhões de pessoas estão à beira da fome, dependendo dois terços dos iemenitas de ajuda humanitária, segundo a ONU.
Fonte: CNN Portugal
Réplica: Portal Uatumã