Com a pandemia do novo coronavírus, uma crise econômica era imprescindível. Porém, muitas empresas se aproveitaram disso pra aumentar absurdamente seus preços, e o ramo que representa claramente tal situação é o de construção.
Os preços de materiais de obras, como cimento e tijolo estão explodindo nos mercados, deixando a população revoltada. Quem planejava reformar sua casa, está estancado por conta dos altos valores cobrados em materiais simples.
Não só a população está sendo prejudicada com isso. Carregamentos de suma importância para obras da construção civil de Manaus, estão com atraso de dois meses pelo aumento absurdo dos preços, de acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM).
Rennan Jean, dono de uma construtora de Manaus, faz um desabafo sobre como o aumento repentino dos materiais de construção vem afetando sua empresa.
“O setor da construção civil está revoltado com o aumento dos preços dos matérias de construção, produtos nos quais são considerados como essenciais de acordo com a lei 1521/51, tais como areia, brita, seixo, tijolo, ferro, tábua de azimbre.
O preço do milheiro do tijolo que custava antes R$ 500, hoje no mercado é praticado por até R$ 1.200. O ferro teve de aumento em uma vara somente de 3/8, uma base de R$6,00 que isso é considerado um absurdo antes comprávamos de R$28 hoje está R$35.
O grande aumento está sendo na tábua de azimbre que se comprava de R$ 115 a dúzia de serra fita e agora se encontra até R$ 280, um aumento de mais de 130% em uma dúzia. Os grandes campeões de aumento foram a tábua de azimbre e o tijolo. Depois que houve a operação da polícia ambiental contra as Madeireiras houve este aumento e a falta de material no mercado. Nós que somos da construção civil, estamos sentindo falta de material na praça e isso está implicando no valor final ao cliente.
Nós construtores, não podemos repassar esse aumento pro cliente final, pois antes de começar uma obra assinamos um contrato junto ao cliente na qual possui cláusulas que impedem de repassar o aumento, fazendo com que nós ficássemos com o prejuízo. Se tornou muito difícil trabalhar na construção civil atualmente, os órgãos competentes deveriam fiscalizar mais esses preços e multar essas empresas na qual estão praticando preços abusivos.” Declarou ele.
Nas redes sociais, muitas pessoas também revoltadas com os preços dos materiais, cobrando atitudes dos órgãos de fiscalização competentes, como Procon, Ministérios Público, Defensoria e os representantes parlamentares.
Valdenor Saife Moreira compartilhou sua indignação em seu perfil no facebook, onde também expôs preços abusivos e cobrou posicionamentos de vereadores e deputados, assim como também do Procon, Polícia Federal, Polícia Civil e Militar, para que haja uma solução deste problema. A publicação de Valdenor teve mais de 23 mil compartilhamentos e demais publicações tiveram cerca de 10 mil compartilhamentos.